quinta-feira, 14 de junho de 2012

Partido Comunista chinês é incapaz de abrigar seus próprios filhos


Lecy Pereira Sousa

Desde que o mundo é tal qual o conhecemos cada povo inventa seu jeito de viver e ser governado. 

O que para certos gentílicos é abominável, para outro é atitude pro forma, necessária, asséptica e de acordo com as normas legais aprovadas pela forma de governo aceita pela maioria da população.

Quando se trata do fator humano, considerando os genocídios perpetrados por duas grandes guerras ocorridas com o aval de grandes países (economicamente falando), cabe o questionamento que esses próprios países levantaram e cuidaram de normatizar e institucionalizar visando preservar a vida dos incapazes  e dos cidadãos considerados "civis" desarmados.

Por outro lado, dependendo do tipo de interesse envolvido, todas essas normas podem ser desprezadas principalmente  em se tratando de cenários internos. No Brasil, por exemplo, milhares de jovens são assassinados a cada ano vítimas do tráfico de drogas, mas nem o governo e nem a população ( o Brasil é um país democrático) se mobilizam de forma contínua e aliada com  objetivo de combater as causas dessa situação. Combater os sintomas é mais interessante do ponto de vista capitalista (geração de empregos, instituições, prisões, etc.).
 Feng Jianmei  ao lado do seu filho abortado forçadamente aos 7 meses 

Uma notícia recentemente divulgada sobre um aborto forçado na China(1) causou indignação em pessoas, ao redor do mundo, que valorizam a vida. País superpopuloso que é, regras governamentais fazem os casais sentirem medo de gerarem um novo ser a partir de suas uniões matrimoniais ou sexuais. Naquele país foi instituida a política do filho único. Em todo o mundo, milhares de abortos ocorrem todos os dias à revelia das religiões e da imprensa. O que assusta de tal maneira é o estado avançado da gestação em que a chinesa se encontrava e foi obrigada a abortar para satisfazer normas governamentais internas e não porque esse ser humano oferecesse risco de morte à gestante. Na Internet circulam informações de que acontecem 35.000 abortos forçados por dia na China(2). Da vida do povo chinês cuida o Partido Comunista chinês. Prefere-se matar incapazes a abrir precedentes de cidadania num mundo tão interligado como é este em que "vivemos". Convenções mundiais, não passam disso: convenções. Na prática, a teoria é outra -  como diz o ditado. Enquanto alguns ofertam as melhores horas de suas existências objetivando salvar vidas não importando de que nacionalidade, religião, sexo ou cor elas são, outros descartam essas vidas como um amontoado de carne e ossos , mesmo sem lhes serem concedidas uma oportunidade de defesa, mesmo sem terem ofendido quem quer que seja. O maior crime que cometeram: existirem por alguns meses. 

Não se sabe por quanto tempo (exatamente) o planeta Terra resistirá à depredação e ao superpopulismo sem que novas soluções preservacionistas sejam adotadas de forma contínua e irrestrita. As atitudes em favor de uma existência sustentável é de uma timidez pavorosa. Destroi-se com muito mais coragem e má vontade. Sabemos que ricos, pobres, islâmicos, católicos, ateus, defensores da vida ou assassinos existem porque não foram abortados no período de gestação. Resta saber aonde reside, de fato, o direito dos verdadeiros incapazes, independentemente dos problemas "gerados" pelos legalmente capazes.










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