terça-feira, 24 de março de 2009

Sushi com chip




Sushi com chip

©Lecy Pereira Sousa

 

Japoneses criam ´uma robô modelo e atriz´

Penso e constato que não há um povo mais obcecado pela automação que o japonês.

 

Enquanto os norte-americanos são peritos em ficção científica chegando ao ponto de fundamentarem as leis da robótica, os japoneses querem levar os robôs para dentro de casa quanto antes. É cachorrinho, oncinha , robô dançarino, robô músico, robô que desce escadinha e agora a parafernalha artificial produziu uma robô modelo para desfiles de moda com cabelos e corpo um pouco semelhante a da heroina Aki Ross do filme "Final Fantasy". Particularmente, eu, eu mesmo fui seduzido por Aki Ross: a protótipo da mulher virtual. Seria o fim das providenciais  bonecas infláveis com boquinha aberta? Parece que o robô amante do filme "Inteligência Artificial" não será só mais um arquivo das produções hollywoodianas. Imagine: os agenciadores manterão modelos seriais para atenderem as exigências de centímetros, sem transpiração, sem gases, sem estômago roncando no ápice do prazer, sem preservativos. E as religiões seriam contra ou a favor do casamento de moças e rapazes com máquinas? Se o negócio for lucrativo qualquer adaptação será feita. Atualmente tem japonês reivindicando o direito de se casar com personagens de história em quadrinhos. Daqui a pouco haverá pessoas reivindicando o direito de se casarem com o que quiserem e não com quem quiserem. Imagine uma senhora nos seus cinquenta anos reivindicando o direito de se casar com o sofá da sua sala. Sabe-se lá quais funções terão um sofá em dez anos.

 

Outra situação a qual me "recuso" imaginar: considerando todo alcance da nanotecnologia, nanochips poderão ser misturados aos alimentos e se hospedarão  no corpo humano a exemplo das bactérias e da flora intestinal. Todos seremos chipados  contra ou a favor da nossa vontade para fins de monitoramento do estado. Fantasia? Fantasia que eu sei é o nome de um dos filmes mais lucrativos produzidos pelos estúdios de Walt Disney.

 

Enquanto isso, um novo modelo de caveirão (carro blindado usado pela polícia carioca para subir os morros do Rio) é preparado para entrar em ação. Como a indústria automotiva precisa faturar, sempre, fez-se necessário um modelo de carro-tanque mais fashion para combater o poder de fogo dos traficantes . O combate ao tráfico de drogas veio para ficar e não para ser concluido.

 

 É claro que sem comerem policiais e traficantes não vivem. Mais um trabalho para a comida rápida Delivery. Cadeia, só se for  econômica...


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