sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Black América


Black América


By Lecy Pereira Sousa




Os meus ouvidos têm escutado ultimamente que Barak Obama é a encarnação do anticristo.

Parece que há uma ou várias profecias afirmando que quando um homem negro chegar ao poder na América, os batalhões de anjos celestiais colocarão em curso a mãe de todas as guerras contra as hostes infernais. Sem querer parecer irônico, inclusive no mundo sutil os ajustes de contas aparentam serem feitos em forma de guerras santas.


Decerto, Barak Obama comerá o pão que o diabo amassou para fazer valer os parágrafos do texto da Independência dos Estados Unidos da América que, segundo dizem os mais avisados, foram redigidos num boteco. Coincidências a parte, Adolf Hitler fundamentou o Partido Nazista numa mesa de bar. Idealismos perversos ou libertários costumam surgir de um porre. Naturalmente, por si só, a bebida alcoólica não se responsabiliza pelas reações colaterais dos homens.


Por outro lado, o poder é um prato que se come quente, superlativando, eu acrescento "pelando". Digamos que lá pelo terceiro ano de poder, após tentativas de assassinatos (os EUA são pródigos em assassinarem presidentes eleitos pela própria nação), após centenas de decepções, traições partidárias, acusações de omissão ou de interferência excessiva, bobos da corte procurando escândalos e fraquezas humanas da família presidencial ( lembrai, no caminho de Bill Clinton havia uma estagiária), mega e micro problemas bem ao estilo americano de vida, Barak Obama sinta-se estressado e afim de chamar algum assessor de incompetente.


Então ele se lembrará que é o número 1 da América, o protagonista do sonho americano, o homem mais poderoso, amado pelo povo e automaticamente odiado pela Ku Klux Klan e outros líderes mundiais. Obama se lembrará que as coisas podem ser mais simples e dançantes.


Em pleno Sábado, sem dar muita bola aos arautos do anticristo, ele convidará a Camp David Tina Turner, Stevie Wonder, Earth, Wind and Fire, B. B. King, Kanye West, Michael Jackson, Chaka Kan, Danna Summer, Aretha Franklin, Beyonce, Jymmy Cliff e mais as presenças em telão de Ray Charles, Ella Fitzgerald e James Brown e com essa turminha, ao som de abertura de "Simply the Best", Obama promoverá o verdadeiro Saturday Nigth Fever, um tributo à geração Disco, tudo transmitido em real time pelo Youtube. Nos intervalos, performances dos Harlem Globtrotters. Uma ferveção que entrará para a história como quase tudo que o primeiro presidente negro ou quase negro, americano ou quase americano fizer.


Mesmo com as desgraças humanas, o fator atômico, os crimes contra a Natureza, a queda da Bolsa de Valores de Nova York , o terrorismo, a proliferação de doenças seculares, o aumento do abismo entre os poucos muito ricos e os muitos muito pobres, o show tem que continuar. Agora, ao estilo Black Power. Com vocês, MC B.O.

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