terça-feira, 22 de abril de 2014

Quando alguém dança uma valsa louca



    E, agora, você habita o mundo em que todos podem tudo e são tudo. Bem, nem tudo, digamos. Quase tudo. Atravessar um cabo de aço, sobre um precipício, como se andasse pelo caminho encantado, com um sorriso juvenil no rosto, não é para qualquer um.

        Então, esse movimento de escrita feita com uma caneta roller ball é o cúmulo do obsoleto. Tão melhor segue sendo ver pássaros fragilizados cantando vigorosos em copas de árvores centenárias.

     Tudo isso para dizer que você anseia por beijos febris, em cenários dilacerados. Aquelas horas em que os olhos se movimentam em busca de uma leitura alternativa dos fatos. Aquelas horas em que apenas seres sobrenaturais podem arrancar de ti algum tipo de interesse. Aquelas horas que não cabem nas Redes Sociais e sequer em nossas pretensões.

      E,agora, os planetas se alinham bem diante dos seus olhos, mas isso lhe aparenta significar nada. O impulso continuará tendo o mesmo significado em dicionários  colaborativos ou rezados por alguns dicionaristas.

Alguém dança uma valsa louca em algum lugar e, por incrível que pareça, isso faz um sentido extraordinário.

Lecy Pereira  Sousa
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