domingo, 30 de março de 2014

Teorias de Guardanapo para caber no seu bolso


Com um trabalho de capa e diagramação do pernambucano Enoque Cardozo, Teorias de Guardanapo agora se ajusta ao bolso dos leitores para levá-lo aonde quiser.

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sábado, 29 de março de 2014

GRAFITADA POÉTICA


 Artistas se unem em prol da educação ambiental; iniciativa buscar conscientizar a população para o descarte correto do lixo Quarta-feira, 02 de abril, a partir das 10h, o poeta Diovani Mendonça – idealizador Pão e Poesia – em qualquer esquina, em qualquer padaria – entre outros, realizará a segunda edição do projeto “Grafitada Poética, poesia entre pixels & outros dons”. A iniciativa, além de oferecer um workshop ao público infanto-juvenil e adultos a cinco bairros de Esmeraldas, busca conscientizar o cidadão, por meio da poesia e do grafite, para um grave problema ambiental acerca do lixo depositado em lugares públicos como, por exemplo, nas praças, pontos de ônibus e às margens das rodovias. E, entre as consequências dessas atitudes, os problemas decorrentes das enchentes a cada estação chuvosa.

 Sobre a ação, Diovani Mendonça acredita que a popularização da poesia é o melhor caminho para difundir e formar novos públicos interessados e de fato antenados na arte poética. Para ele, a intenção é “engravidar possibilidades para que delas nasçam rebentos multiplicadores que acreditam que ‘um outro mundo é possível, quando nos unimos em torno de um ideal para o bem do coletivo e não apenas do próprio umbigo”, enfatiza. A ideia surgiu após pichações em vários pontos do bairro Novo Retiro e no entorno. Contudo, ao invés de reprimir, os artistas acreditam na conscientização por meio do diálogo, da poesia e do grafite.

 Além de Mendonça, foram convidados: os grafiteiros Alberto Tadeu Moreira dos Santos, o ‘TOT”; Gabriela Souza Araújo, a “Biga, os artistas plásticos Henrique Dias e Iara Abreu e o coletivo Homem Arara que enviará participação de Florianópolis, SC. O desejo do artista é transformar a Rodovia LMG 808, a partir do trecho do quilômetro 15 até Contagem, num corredor onde possa ser ofertada a arte como ponto de partida às reflexões que podem iniciar a transformação do planeta a partir do nosso próprio quintal coletivo, quais sejam: os pontos de ônibus, becos, vielas, ruas, praças, o bairro, a cidade, entre outras áreas. Na ocasião, também será feito um mutirão de limpeza e revitalização do espaço, entre outras atividades.

 Sobre o grafite: Desde o império romano, o nome grafite (também conhecido como arte urbana) é dado às inscrições feitas em paredes. O grafite moderno surgiu no final da década de 60, paralelo à cultura Hip Hop, quando jovens norte-americanos restabeleceram esta forma de arte com spray, criando um novo estilo, colorido e muito mais rico no conteúdo das mensagens que eram passadas.
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 SERVIÇO - Data: Quarta-feira, 2 de abril de 2014.Horário: a partir das 10h Local: Rodovia LMG 808 – Km 15, na entrada dos condomínios Córrego da Cachoeira, Recanto da Serra e Turmalina. IMPORTANTE: os menores interessados em participar da oficina de grafite e poesia devem comparecer acompanhados dos pais ou responsáveis. No local, estes devem preencher documento autorizando a participação dos menores. Contatos para a imprensa: (31) 9776-7841 ou 9915-1286, com Diovani Mendonça.

sábado, 22 de março de 2014

Para pós-ler o mundo

Lecy Pereira Sousa


Como pós ler o mundo se sequer fazemos leituras rasas do tempo presente?

Estamos diante da, ou inseridos na novela gráfica da manhã-tarde-noite.

Houve um tempo em que, talvez, fosse possível fatiar o tempo e ele obedecia a essas rupturas.

Agora, já era. Imagine uma peça teatral onde tudo acontece numa linha do tempo inteiriça, sem espaço para qualquer tipo de reflexão, relegando essa capacidade privilegiada ao limbo? Conseguiu imaginar ou o alarme de uma nova mensagem inibe sua abstração? O que dizer do olhar ensaíta em “Apocalípticos e Integrados” do Umberto Eco. Isso é pouco revelador. Tudo é pouco revelador, diante da puta necessidade do explícito. Nada é para sensualizar. Tudo é para se enfartar. A impressão superficial é de que o deslimite anda em círculos. Todos jogando um pôquer fodido e quase todos blefando. Mas blefando com elegância. Blefando na crença pueril de estampar a capa da “Vanity Fair”. Blefando usando uma plataforma “Made in Cingapura” num galpão subnutrido qualquer. É a escravidão elegante. Uma espécie de servidão sorridente, cheia de uma esperança fria de dominar o mundo. O único tesão real (sem querer ofender vossa majestade balançando as joias) é o de dominar o mundo. O sexo? Essezinho é um mero produto com ou sem vibrador vendido no e-comerce da esquina.

Nesses tempos ininterruptos, diante da insuficiência da troca de fluidos com os pares, encontra-se nos melhores nichos do ramo ânus e vaginas portáteis para quem dispensa o combo inteiro: bonecas e bonecos que ocupam um espaço indesejado e dão trabalho para lavar. Parece muito submundo ou podre aos seus olhos? Acredite, estamos,apenas, no nível intermediário do prédio. Vai descer. E lembre-se, cara, de lástima em lástima não se constrói enredos notáveis. A não ser que você trabalhe para a indústria dos games. E pare com esse negócio de achar que quem escreve vive o que rabisca, cara. A culpa é desse hiper-realismo que dá um dedo médio para a fantasia e, geralmente,fica sem ele.

Pós-ler o mundo, implica esse tipo de sacanagem. Ler o que está dentro. Não. Não como bula na caixa doentia de drogas farmacêuticas, mas como um repetidor de alguma emoção. Algo que, definitivamente, os robôs jamais farão com essa galante imprecisão deserdada pelos cânones umbilicais.

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Breve Sinopse

Em meio ao mundo complexo, cabe ao guardanapo o papel de psicólogo dos dias embriagantes diante da lucidez. O autor convida você a "beber" esse livro de poemas em pequenas doses ou numa talagada só. Você decide. E safo como tal, após vários tragos verbais, surge um brinde: "Em meio a tanta inteligência/Nesse mar de gente sabida/Pseudosei um monte de coisa alguma."

segunda-feira, 10 de março de 2014

A eterna Lara Croft em visual dark

Angelina Jolie está de volta, só que mais perversa, mais Malévola. Nos cinemas do Brasil, a partir de 29 de maio.



domingo, 9 de março de 2014

O poeta in natura

II

Nosso conhecimento não era de estudar em livros.
Era de pegar de apalpar de ouvir e de outros sentidos.
Seria um saber primordial?
Nossas palavras se ajuntavam uma na outra por amor
e não por sintaxe.
A gente queria o arpejo. O canto. O gorjeio das palavras.
Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores
com passarinhos
para obter gorjeios em nossas palavras.
Não obtivemos.
Estamos esperando até hoje.
Mas bem ficamos sabendo que é também das percepções
primárias que nascem arpejos e canções e gorjeios.
Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras
desbocadas
Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.
O pai disse que vento não tem bunda.
Pelo que ficamos frustrados.
Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo
que era a nossa maneira de sair do enfado.
A gente não gostava de explicar as imagens porque
explicar afasta as falas da imaginação.
A gente gostava dos sentidos desarticulados com a
conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de
mosca.
Certas visões não significam nada mas eram passeios
verbais.
A gente sempre queria dar brasão às borboletas.
A gente gostava bem das vadiações com as palavras do
que das prisões gramaticais.
Quando o menino disse que queria passar para as
palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram.
A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse
um poste.
A gente gostava das palavras quando elas perturbavam
os sentidos normais da fala.
Esses meninos faziam parte do arrebol como
os passarinhos.

Manoel de Barros, no livro “Menino do mato”-Editora Leya-Página 11

segunda-feira, 3 de março de 2014

Nas entrelinhas do tempo

Bem que o tempo voa. E nesse voar nem sempre dá tempo de dizer o quê. Mas vez por outra, bem que tentamos.
Nesse vídeo, Vinícius Fernandes Cardoso decidiu fazer algumas perguntas a minha pessoa para uma série de vídeos que venho gravando para o Canal do Pão e Poesia , do igual amigo Diovani Mendonça, no Youtube.
Vejamos no que resultou...