sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Embaixadora da Paz se recusa a dar explicações sobre plágio do Pão e Poesia

Poeta-Embaixadora da Paz plagia despudoradamente o Pão e Poesia

       Quando o empreendedor e poeta Diovani Mendonça começou, em idos de
2007, a regar e adubar sua “Árvore dos Poemas”  e concretizar e
divulgar seu “Pão e Poesia – em qualquer esquina, em qualquer
padaria”, ele não poderia imaginar o quão frondosa ficaria esta Árvore
com seus frutos e nem o sucesso das embalagens de pão (ecologicamente
corretas e fartas em versos) para mitigar a fome de boa cultura.

       Acontece que a Árvore cresceu mesmo, além de seus frutos-poemas,
virou selo editorial, lançou livros e o “Pão e Poesia” transcendeu
fronteiras. A ideia ganhou as ruas e se disseminou pelas padarias e
escolas.

       O poeta Diovani Mendonça tem levado o projeto desde 2008 para várias
escolas da região metropolitana de Belo Horizonte, onde os estudantes
participam de oficinas de poesia e se envolvem nas criações poéticas,
tendo seus versos selecionados e publicados nas embalagens que são
doadas às padarias no entorno das escolas participantes.  O “Pão e
Poesia na Escola”, é um desdobramento do “Pão e Poesia – em qualquer
esquina, em qualquer padaria”. Em 2011 a iniciativa foi executada em
10 escolas na região do Barreiro (BH) e a partir de março de 2012,
serão mais 10 instituições atendidas na cidade de Brumadinho (MG).


       Agora surgem os aproveitadores para colher os frutos nos galhos,
afoitos em pegar o bonde andando, bons vaidosos que são, vaidosos que
se utilizam da poesia como um trampolim, os ditos poetas sem ideias e
que quando pensam (o que pensam?) pensam em academias de letras, ou
renomes, ou honrarias, ou placas gravadas com seus sublimes nomes, ou
homenagens de prefeituras, ou títulos efêmeros.

       São assim colecionadores de medalhas, de cargos, de honrarias, e,
quando não, eles pouco hesitam em se autoproclamarem embaixadores,
presidentes, executores, representantes, que nada criam além de
plágio.

       Os promotores da paz que apenas promovem o próprio nome, os
embaixadores que representam apenas a si mesmos. Bons plagiadores que
apenas comprovam o dito cínico que 'nada se cria, nada se perde, tudo
se copia', que tudo assim passa de mão em mão, de acordo com a
sacrossanta ambição.

       Alguns bons cínicos realmente não hesitam em se dizerem inventores da
roda ou construtores do primeiro aeroplano ou criadores do universo,
são os donos da Paz, os mantenedores da Vida, são os eleitos da
Divindade.

       Acontece que um belo dia a máscara cai e a face real – cínica,
hipócrita, mesquinha – é desvelada a quem tem olhos para ver. Sob a
pele de ovelha a carranca do lobo, sob a oferta de paz a arma da
ambição. Atuam como bons políticos na arte de manipular 'corações
mentes', a seduzir sutilmente, a contagiar astutamente – de súbito, o
bote fatal. A serpente pronta para sufocar a vítima.

       Paz, prosperidade, fraternidade são apenas palavras, apenas discursos
pomposos, se não forem acompanhados de ações. E quando ações são
movidas apenas por vaidade – por vã vaidade – nada será colhido além
de discórdia, miséria e hostilidade.

       Não adianta sorrisos de maquilagem, ou abraços fraternos, ou 'paz e
amor' de gente que pouco esconde a bazófia, a arrogância e o
egocentrismo – não se pode negar o óbvio, não se pode mentir sempre.


       Assim quando Diovani Mendonça criou, viabilizou, concretizou,
divulgou, construiu uma história, ganhou dois reconhecimentos do
Ministério da Cultura de seu país, ele não podia prever os interesses
pseudoliterários de uma certa Sra. Delasnieve Daspet (que também
plagiou a Árvore dos Poemas, outra criação do poeta), nome pernóstico
que esconde uma alma ambiciosa e vaidosa, com auréola da pacifista e
altruísta – ó vã vaidade! - que se apropriou das ideias (formato,
marca, eventos!) a ponto de se dizer criadora, idealizadora,
empreendedora da Árvore dos Poemas e do Pão e Poesia.

       A pessoa se contradiz, ora diz que se inspirou em X ora que se
inspirou em antes de X, mas usa literalmente imagens e textos dos
projetos de Diovani Mendonça. As mesmas ideias e argumentações...! o
que impressiona é a trama de contradições, de inverdades, de cinismo,
de interesses, de campanha na mídia, e 'bola pra frente', continuam as
mentiras.

       Assim a verdade há de reluzir, ó autoproclamada presidente! Ó
auto-exaltada embaixadora! Ó autonomeada executora! Ó colecionadora de
títulos que ousa versos  e se autointitula poeta! Ó vaidosa que se
apropria de ideias e se diz criadora! Ó promotora da paz que colhe
litígios! Ó guru dos poetas de rebanho!

       Tanto cinismo é a prova da vaidade que pensa poder enganar a todos o
tempo todo, que pode roubar ideias sem correr o risco do desengano!
Que na mediocridade não cria o novo mas deixa-se banhar em glória
alheia, mirar-se no reflexo do sucesso alheio!

       Que a máscara do cinismo saiba guardar os 'abraços fraternos' e o
'paz e amor' para seus adoradores e cúmplices, seus fãs e lacaios,
mesquinhos ou de 'alma pequena' , que engolem as promessas de paz da
louvada embaixadora, presidente, executora, empreendedora,
representante, catedrática da vã vaidade dos pseudoliteratos que não
servem à Literatura, mas se servem da Literatura para seus interesses
de ambições hipocritamente ocultadas.


20jan12

Leonardo de Magalhaens

poeta e pensador
(sob responsabilidade do autor)

http://leoliteraturaescrita.blogspot.com
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