segunda-feira, 12 de julho de 2010

Liberdade ainda que vadia






Por Lecy Pereira   
                                                                                                             

Se o homem é produto do meio,hmm, não sei.


Depois, ser produto remete à ideia (é um tal de mudar a ortografia que nem chinês aguenta) de ser descartável. Sobre ser do meio há controvérsias. O homem pode, muito bem, ser produto de influências externas.

Na última semana eu compartilhei com redes sociais da qual faço parte duas notícias ou notas sócioculturais díspares postadas na Internet por portais jornalísticos. A primeira dizia respeito à possibilidade de apedrejamento de uma mulher iraniana em seu próprio país por motivo de adultério. A segunda dizia que uma determinada atriz pornô holandesa estaria disposta a fazer sexo oral em todos os seus seguidores no Twitter caso o time de futebol do seu país se consagrasse campeão da Copa da África.

Por um lado, uma mulher poderia ser apedrejada com requintes de crueldade, sentindo a morte chegar de forma lenta, dolorida e agônica. Por outro lado, outra mulher queria oferecer prazer sexual a qualquer um que acompanhasse suas facetas pela Internet (difícil saber como quem reside fora da Holanda poderia ver cumprida a promessa na íntegra). Quem lê um pouco sobre comportamento social mundial sabe que Amsterdã é uma das capitais onde quase tudo é liberado. O senso de culpa moral difundido e arraigado em outros países parece não existir por aquelas bandas. O mesmo não pode ser dito de incertos países onde homens podem ter o pênis decepado com um golpe de espada afiada(dos males o mais eficiente) e mulheres devem ficar caladinhas e submissas ao marido, sob pena de morte, ainda que ele não faça o mesmo.

Quem estaria mais feliz da vida, os liberados ou os completamente repreendidos? O que as religiões que ocupam o poder entendem de comportamento sexual de cada indivíduo? O que cada indivíduo (em fase adulta) entende da sua própria sexualidade sem a influência do meio em que vive?

Sabe–se que em lares completamente repressivos costumam surgir os comportamentos mais espetacularmente libertinos. Também é sabido que a liberdade (conceitual), sem qualquer coibição, acaba promovendo a perda de todos os referenciais aos quais podemos denominar valores humanos. Beco sem saída ou falta de tempero?

A Internet justapõe os excessos comportamentais do “mundo” , mas não consegue modificá-los por arraigados que estejam na formação cultural do indivíduo ou na falta da mesma.


Anti moral da história: jogar pedra não mata um coração livre e nem só de prazer oral vive a humanidade.
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