domingo, 27 de junho de 2010

Poema “Flashes” está em antologia publicada em Portugal

Flashes
                                    (Tema: Luxúria)
Começa nos lábios
Luxúria carnuda
Dispensa elixir
No limite dos sentidos
Demasiado humano
Céu cabe em taça de champanhe
Roupa de fio sintético
Que a noite estenda o red carpet
A vida é um tomara-que-caia rosa choque
Prazer é passarela costa nua
O céu é limite de veludo azul
Sinta o luxo
Delete o lixo
Para brilhar na foto com moldura sinuosa
Diga X com base na face
Tudo é vaidade
O resto é luxúria.

Poema de Lecy Sousa

Lecy Pereira Sousa, poeta de Minas Gerais, Brasil
http://www.lecypereira.blogspot.com/ 
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A iniciativa de um ciclo interminável de antologias promovido pelos irmãos portugueses chamou a atenção. Esse ciclo abrange os 7 Pecados Capitais. Do Brasil, que eu conheço, participa também a premiada poetisa Delasnieve Daspet. Ninguém precisou pagar para participar desse projeto.O livro será lançado na Feira do Livro em Barcelos (Portugal) no dia 14 de Julho às 21h30. O site contendo poemas de todos os participantes é  http://7pecados.blogtok.com/blog/13377//

Yendis e as palavras corrediças

Yendis Asor Said é um criador literário de Contagem e membro da Academia Contagense de Letras(clique na foto ao lado e veja mais fotos).

Ele escreve, imprime e distribui seus textos em pequenas brochuras (que já passam das milhares). Também aprendeu a encadernar livros com capa dura e tem prensado verdadeiras enciclopédias de seus textos que mesclam poemas, contos, crônicas e letras de músicas.

A série de textos mais divulgados de sua autoria são "A Sociedade Massacrada" onde Yendis "manda bala" nem sempre doce na conjuntura social. Esses textos podem ser lidos em www.jornalregionalcontagem.com.br .

A mim não importa se em palácios ou lotes em construção, se em praças ou salões sombrios, se de manhã, tarde ou noite. Importa é deixar o texto fluir seja in natura ou lapidado com requintes de insatisfação.

A mim não importa a formação, trajetória política ou apolítica, time que torce (no caso, o Yendis torce é para o Paraguai). Importa é o ser e o fazer literário como provocador de reflexão, posto que o texto vai além das exigências estéticas e do chá das cinco, ainda que, segundo meus próprios filtros eu o ignore.

Penso que Yendis é um caso para estudo sério. Não contem comigo. O sujeito é de uma loucura literária admirável.

O inextricavelmente humano em José Saramago

por Lecy Pereira

Por uma incerta ironia, ele tem mago no nome. O escritor que ofertou aos leitores do mundo  o romance “Todos os nomes” entre outras viagens verbais.

Ele acordou daquele sono letárgico que antecede a entrada definitiva no Bosque das Histórias Contundentes por volta dos seus cinquenta verões existenciais.

O “planeta” Saramago sempre foi, assim, meio marciano. Os terráqueos querem enviar até ele uma nave tripulada, mas antes envia robôs para testificarem aquele clima de aridez romântica.

Cada leitor nesse planeta azul, dependendo do ponto de vista, retira do texto a impressão que parece caber em sua interpretação. O autor ora sabe, ora finge não saber desses possíveis desdobramentos. Enquanto isso os críticos decidem em resenhas e ensaios se glorificam ou execram o texto em prosa que se oferece.

Interpreto Saramago - seu texto - como o fadista do seu tempo por tudo que o fado traz de melancolia de um Portugal que tem como quintal o Oceano Atlântico. Esse senso de vastidão e de contradição humana que não se explica em cânones ocidentais. Nem aqui paira o irrepreensível desejo de construir orações romantizadas. Por mais que busquemos a beleza do texto há o gosto acre de temas espinhosos e mal resolvidos desde que as jangadas de pedra ao mar foram lançadas por questões geológicas. O exercício que não fazemos é nos colocarmos no lugar do autor, fluir com ele, experimentar ver o mundo sob essa ótica caótica demais para nossa lucidez baseada no instantâneo, na pouca investigação, no desconhecimento da Maiêutica  socrática na dificuldade que temos em comparar valores e antagonismos.

A sociedade de consumo pleno vive a dizer que filosofamos demais quando se dá, justamente, o contrário. O objetivo da publicidade selvagem e da imposição de verdades absolutas é, naturalmente, aniquilar, ou mais humanamente falando, assassinar a capacidade de pensar presente em nós outros, a nossa capacidade de desenvolver compaixão, a nossa risível capacidade de amar e questionar aquilo que não se reduz à cavidade dos nossos umbigos. Estamos sempre a defender interesses alheios, verdades alheias, poderes alheios em detrimento da capacidade surpreedente potencializada em cada indivíduo. Assim, não reconhecemos a nossa própria miséria por imposição alheia, posto que reconhecer a miséria(preste atenção no verbo, reconhecer não significa enaltecer) seria um princípio de libertação da cela exterior. Por certo, a viagem mais enriquecedora é a que se faz para dentro - e aqui não cabe qualquer interpretação obscena. Tal viagem só é viabilizada a partir do momento em que nos dispomos a “ler” tudo o que de nós se acerca sob qualquer pretexto. Naturalmente, viagens desse porte não são confortáveis. É mais fácil aceitar as imposições alheias.

Aquilo que em nós provoca aversão, raiva, despreso e necessidade de excomunhão está, é verdade, falando de nós mesmos, daquilo que por mais odiosos e pútrido está a morar em nossas vísceras.

Se José Saramago jamais conseguiu entender o que é um ser humano, por mais que esse tenha sido o “artefato” de sua urdidura verbal, o que diremos nós que também nos ofendemos facilmente com quaisquer palavras escritas e traduzidas em qualquer língua, não é verdade? Eis a osmose humana.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Prêmio para a poetisa brasileira Delasnieve Daspet de Souza

Delasnieve Miranda Daspet de Souza - Recebe Troféu Top of Business Internacional
O Troféu Top of Business 2010, tem como objetivo central reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas dos profissionais tendo como critério: talento, produtividade e, principalmente, capacidade de empreender. E é com este intuito que a Revista Top of Business realizará a entrega do Troféu Topo f Business 2010 a  Delasnieve  Daspet,  advogada ,  Poetisa Brasileira, com trabalhos literários premiados nacional e internacionalmente,  publicados em Francês, Inglês, Alemão e Espanhol, - foi  premiada pela Société Académique des Arts, Sciences et Lettres de France e Peace Ambassador  in  Universal Ambassador Peace Circle - Geneve – Suisse, Membro do World Poets Society, Unesco Prizes World Poetry, Gigantes do Brasil - 2006, Personalidade do Ano Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais,  - Comenda Irmã Dulce - 2006,  Mulher BPW - 2007, Super Cap de Ouro - 2008, Medalha Mérito Legislativo da Câmara Municipal de Campo Grande - MS - 2009,   Embaixadora para o Brasil e Sub-Secretária para as Américas de Poetas del Mundo, entre outros.
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A cerimônia em 2010  acontecerá na  cidade do Rio de Janeiro no Hotel Sheraton Rio Resort- na sexta-feira dia 09 de julho de 2010 às 21hs. Na noite do evento as empresas, através do(s) seu(s) representante(s), receberão o Troféu Top of Business 2010.
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Esta é uma homenagem da Revista Top of Business as personalidades brasileiras que contribuem para o crescimento e para o desenvolvimento do Brasil. Este reconhecimento, merecido e até esperado pelos  profissionais, é pela constante luta para permanecer e se destacar no mercado, seja no segmento comercial, industrial, de prestação de serviços, profissionais liberais, inclusive jornalístico.
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Atenta ao que ocorre no mundo business, a Diretoria da Revista Top of Business seleciona os homenageados através dos seguintes critérios: participação em feiras nacionais e internacionais, congressos, desenvolvimento de produtos inovadores, tradição no mercado nacional, prêmios recebidos, responsabilidade social e certificados de qualidades adquiridos no decorrer de sua existência
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Luciane da Costa Santos
Jornalista Diplomada - MTB 13089
55 51 3028 9974
55 51 93665142
tobrevista@gmail.com
www.topofbusiness.com
Visite Delasnieve Daspet - Amigos e Poesia em: http://delasnievedaspet.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

domingo, 20 de junho de 2010

Crie sua lenda ou sua poesia

I Concurso Internacional de Lendas e Poesia ME comemora o vigésimo primeiro(21º) ano de existência do mural poético Mulheres Emergentes, o sensual em cartaz.
Idealizado e criado em 1989 pela escritora e poeta Tânia Diniz,
Mulheres Emergentes é um espaço para autores novos ao lado dos já consagrados, tem circulação internacional, leva a poesia a todos os lugares possíveis e é fonte de pesquisa, no país e exterior. 
Recebe:
até 30 de junho de 2010, 
por e.mail e correios:
até 03 lendas e/ou poemas,
sob pseudônimo,
com tema livre,
em espanhol ou português.
Dados pessoais e
taxa de inscrição de R$20,00 (ou 10 euros, ou 10dólares, para estrangeiros),
em outro anexo, e em envelope menor, junto com os trabalhos.
para
R.José Viola, 88- CEP 30411-370, Belo Horizonte- MG
Mais informações: Telefax 31- 33 32 21 11 ou concursodelendasme@gmail.com   


Encerradas as inscrições e esperando o resultado do 5 Concurso ME de Minicontos e Poesia, seguimos o calendário das comemorações para o 21 aniversário do mural poético Mulheres Emergentes,completados neste 2010.
 
Entre as propostas, temos agora, o lançamento do desafiador
I Concurso Internacional de Lendas e Poesia Mulheres Emergentes.
cujo regulamento está em anexo,.
Exercite sua imaginação, crie a sua lenda!
Ou mande seu poema!
Leia o regulamento e faça a sua inscrição!
 
Certa de seu interesse, apoio, divulgação e participação,
agradeço sinceramente,
e os aguardo,
Tânia

Visitem e comentem o blog: mulheresemergentes.blogspot.com  

sábado, 19 de junho de 2010

10 anos sarau CCLN






CONVITE
HOMENAGEM AOS 10 ANOS DI-VERSOS DO SARAU DO CENTRO DE CULTURA LAGOA DO NADO
2010 é um ano especialíssimo para o SARAU DO CENTRO DE CULTURA LAGOA DO NADO-ESTAÇÃO PERMANENTE DE POESIA e estamos a todo vapor. Faremos uma bela festa de 10 anos no dia 24/06/2010, às 19 h, espaço do FOGÃO À LENHA. Não falte: homenagearemos aqueles que criaram e nos ajudaram a contar a história dos 10 anos do sarau mais charmoso da cidade e  de Minas.
São eles: Marco LLobus, Seu Ribeiro, Thibau, Gibran Muller, Leonardo de Magalhaes, Clevane Pessoa, Luana Aires, Júlio César de Oliveira, Lopes de La rocha ( Cristiano Rocha ), Neuza Ladeira, Rogério Salgado, Ricardo Evangelista, Sônia Stheling (HOMENAGEADA ESPECIAL DA NOITE ),
 
 
HISTÓRIA
O início de tudo deu-se quando no ano 2000, Wal Souza, na época funcionária do Centro Cultural Lagoa do Nado, também poeta e sonhadora, decidiu implantar naquele local, uma das modalidades artísticas que menos dava ibope na época. Assim sendo, convidou os poetas Marco Llobus, Babilak Bah, Rogério Salgado, Sônia Stehling (falecida no último dia 18 de abril), Evandro Nunes, Thibau, Seu Ribeiro, Viníicius Carvalho, Priscila Borges e Hamilton-ton. Os poetas reuniram-se no casarão do Centro Cultural e depois de algumas reuniões, surgiu o Sarau do Centro Cultural Lagoa do Nado. A partir daí, os outros Centros Culturais resolveram também criar seu próprio sarau e veio a efervescência poética que não parou mais. Sarau de poesia virou moda na cidade e todo mundo passou a curtir um recital poético.
Há cinco anos, o Sarau da Lagoa do Nado – Estação Permanente de Poesia vem sendo coordenado pelo poeta Ricardo Evangelista, sendo realizado mensalmente, sempre na última quinta-feira do mês.
O Centro Cultural Lagoa do Nado fica na Ministro Hermenegildo de Barros, 904. Bairro Itapoã.
Maiores informações pelos telefones:(031) 3277-7320/3277-7336.




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O site gratuito da Academia Contagense de Letras - ACL:

www.academiacontagensedeletras.webs.com

OPA! O futuro está nas artes:
www.opart.org.br

Queremos o Pão e a Poesia
www.paoepoesia.org

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma homenagem a Murilo Badaró

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CRIM0027 Ainda era 2009 e  a Academia Contagense de Letras – ACL foi convidada na pessoa de Vinicius Fernandes Cardoso, que por sua vez me convidou a um almoço na Academia Mineira de Letras, para o primeiro passo da Confederação das Academias de Letras, Ciências  e  Artes de Minas Gerais – FALEMG.

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CRIM0040Cheguei a comentar com o Vinícius que aquela foi uma das tardes mais agradáveis que já vivi, a convite do ex-Ministro, Senador e Presidente da Academia Mineira de Letras Murilo Badaró. Foi servido uma refeição frugal aos participantes além, é claro, do diálogo de caráter eminetemente literário e de decisões que almejavam um tempo futuro.

Não fui do círculo de amizades do senhor Murilo Badaró, mas admiro  sua defesa honrada do legado de Vivaldi Moreira na Casa de Alphonsus de Guimarãens (um dos poetas de cuja obra literária sou profundo admirador).

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Pelo falecimento desse homem público a 14 de junho de 2010 subscrevo esse poema que bem gostaria de “ver” em minha própria lápide posto que nem tenho certeza se fui eu quem o escreveu:

Jornada

Sigo pela estrada

rotineira da vida terrena

Chão beija meus pés

Vento acaricia minha face

Se olho para trás vejo nada além do meu disfarce

Se olho para frente infinito molda meu compasso

Enquanto sangra o sol

No limite da dor

Eterno me aguarda para abraço.

Love, Love, Love, Love

Louve, Louve , Louve

A lei além.

Imagens de caminhada

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Imagens com os amigos de caminhada literária. Essas no Lançamento do Pão e Poesia como Ponto de Mídia Livre no Palácio das Artes em BH. Na foto à sua esquerda: Este inventor de moda, Vinícius Fernandes Cardoso e a poetisa Líria Porto. Ao centro: o poeta e monógrafo VFC, eu e o artista plástico italiano Guido Boletti. E abaixo o pintor contagense Jair Leal, o poeta Diovvani Mendonça, essa figura que descreve e Guido Bolleti.
                                                                                      Mais fotos em http://www.paoepoesia.org/
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tarde de junho

 
mentardecer
singrando logaestrada quase nuvieclipsada
mais-do-que pedregosa acima das fuliginódoas
só para ser original.
tentáculos nebulares do polvomérico tingido-sangue
rasgos norizonte as obscenas rugas-varizes
eu-pisando a luz mortiça cinzafiltrada
diante de meus olhos raybanocultados
para escurecer a sangria entre as polufluídas
florações.
passo-a-passo pra quê? Pupilas calcinadas por
rubroespectros,
fumocinzentos densalcatrão dos hollywoods para o
meu sucesso.
e vendo passar os veloveículos rugindo contra o
poente
tão enternecedor! - violentam minha atenção
e patrulheiros com bruscos gestos se erguem
e pobres pedestres se arriscam entre dinomóveis
tudo sob a hemotingida paliclaridade
que vai rubrimaculando as torres as vidraças
o vestido da vendedora de sanduba
e a ponta de meus sapatos apressados
nos nuvengolfados diáfanos brilhos que fenecem
a deixarem chamerastros nos fiapos-algodão
um tingido cocar de rubras penas frementes
e indiferentes as carretas toracarregadas
em tremores sacodem asfalto e crateras
doando pânico os ruidocombustores que sonitroantes
assustam a jovem e silhueta em ousada travessia
em esguiogesticular contra os plenimoventes
contâiners
ali esperando saia pregueada atraindo assobios
uma paraleladimensão no rudecanto das
buzinas-sereias
e ainda os faróis cegantes penetram retinas
incautas
retinas que ousam participar dos derradeiros
espasmos do globo em chamas
a terra subindo nos rugondulares dos montes ao
encontro da mortalha de cúmulos
- uma tela digna de figurar nos panteões -
inacessível aos versos:
penas douradas soltas na porcelana anil
azulado-azulejo -
advém um frescor de tarde a invadir as penumbras
árvores esquálidas a filtrarem esmaecidos raios
agonia de palicores meio ao abismo de estridências
e nenhum silêncio nem suspiro-soluço em respeito
as exéquias do dia.
indo além... ultrapassando pesaroso os passos
em curso sem-sentido sobre a terra
sob as intempéries a espalharem em pó a terra
meditando banalidades sobre a secura e as fendas
refém do tempo refeito à tempo e opresso em furores
passos além de um fôlego prosseguindo...
rumo a incertas veredas alma adentro - mundo afora
outras trilhas sendo abertas, as mesmas dúvidas -
ainda
desbravando pisando pedrarestas cortantes para a
tênue pele dos delírios
furando arco-íris nas cortinas de névoas
grafitando sorrisos nas brumas do asfalto
ainda crendo na ecorrevanche do verde contra o cinza
pensando em cardiopalpitares a falta que ela me faz
- difícil aceitar isso! A incompletude do abraço
e todos os mal-entendidos lugares-comuns
na lenta passagem dos dias esvaído em humor
escurecido
paisagens... paisagens... além do alcance...
capelas brancomaculadas semeadas nas colinas
palmeiras altaneiras em fendas vale abaixo
mas o crepúsculo engoliu a cordilheira de nuvens
e o céu azul-noturno é um sombrio manto
e vem cobrir com trevas a claridade nas íris.
um caminhão atordoa os ossos um braço se agita
uma senhorita quase tropeça um sorriso se esboça
um clamor se silencia outro gesto que eu esqueça
uma folha já amarela cai na borda da sarjeta
alguém acena o ônibus passa o cidadão invisível
em vão protesta
a cabeça dói, os passos doem, o poente pesa,
as nuvens de fumo sobre os ombros
cinzenta massa de toxinévoas descem
os lacrimolhos piscam, quase sem lágrimas
de pesares sorvidos revôltas as entranhas com
ruídos
a espinharem tímpanos ensurdecidos
mas os passos doem, a tarde dói
outro andarilho se aproxima todo trêmulo
na mesma trilha, solicita atenção, algum centavo
a noite desce também sobre ele - sutilmente
outros fiapos do mantanil descem
dançam diante dos olhos cegados
por faróis que ardem mil chamas em brasas
nas íris fatigadas...
por que repetir que a cabeça dói, os passos doem...
eis que o rubropoente já se foi...
resta esta sombra esmaecida de mil passos dados
mil trilhas esquecidas, mil gotas sangradas
sobre pedrarestas.
mentardecer
Jun/04
Leonardo de Magalhaens
2010-06-14

sábado, 12 de junho de 2010

Tudo são posters com ou sem moldura

8º Café Literário


Marijú lançará palavras de amor



quinta-feira, 10 de junho de 2010

Se Maomé podia eles também podem?


A hipocrisia reinante na esfera global é tão vasta que cada povo reivindica a manutenção de suas práticas e costumes por mais absurdos que eles possam parecer a uma parcela civilizada da humanidade. Isso vale para qualquer país que vive  ameaçando explodir o mundo e comemora o dia da criança e o Natal dos cristãos sem o menor embaraço. Aquilo que para uns é aberração para outros é satisfação.

É de estranhar que o canibalismo tenha diminuido no mundo contemporâneo...

Abaixo está um trecho de um PPT que circula pelos e-mails dos internautas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Porque as Terças são Poéticas