quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sobre Peter Pan - um ensaio

sobre “Peter Pan” (ou “Peter and Wendy”, 1911)


do autor escocês Sir James M Barrie (1860-1937)






Literatura enquanto Fantasia





Parte 3 – Peter Pan









Nas partes anteriores, foi discutido a Fantasia e o

Maravilhoso em “Alice no País das Maravilhas”, quando

fenômeno aceito sem hesitações, como algo 'natural',

também a Fantasia enquanto a realização (ou satisfação)

de um desejo de posse de algo que as personagens

possuem e nem sabem disso, na leitura de “Mágico de

Oz”. Em “Peter Pan” pode se encontrar o desejo de algo

fora, uma vontade acima do dever, a busca de outro (tal

qual na 'fantasia sexual', em busca de um Objeto de

satisfação). Assim é, pois o menino Peter, ou Peter Pan,

tem o arraigado desejo de não crescer, uma vontade

férrea de ser sempre criança.





Ser criança, conservar a infância, não ficar adulto, não

envelhecer. Fisicamente em florescência. Mas, principal-

mente, não ter responsabilidades, não entrar no 'mundo

adulto', não ser 'domesticado'. Uma criança enquanto

ser de impulsos, fartura de energia, olhar de curiosidade,

vontade de potência, egocentrismo inocente, pedantismo

ingênuo.





Ou criança para viver num mundo imaginado, re-criado

ao gosto e (in)conviniência, dado de antemão em sonhos

(e pesadelos), re-estruturado em palavras de contos e

recontos, e pronta para viajar (sim, voando!) para este

mundo imaginado. Um mundo ao qual somente as crianças,

curiosas, inventivas, inocentes, ingênuas, de pensamento

leve, enfim, raríssimas, têm acesso.
 
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